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domingo, 17 de julho de 2011

Canto poético


No devaneio dos sonhos brincam
revelados em fantasias, despertos
suaves, frágeis, implorantes pedem
em súplicas para serem libertos.

Espraiam-se de cores e pespontos
contidos em palavras retalhadas
com os matizes da alma colorem
as asas do infindo em revoada.

Identifico o rítmo do pensamento
e, nas ondas desse elevado canto
num parto sem dor espontãneo
a cria da sua essência amamento.

E, rasgando o véu sobre os abismos
afugento os medos que me inquietam,
descortino palco em novo cenário
acendo a luz desse interno aberto.

Sem limites me perco
na transparência de outro universo
assim mágicamente me encontro
no sopro inspirado de cada verso.

Stela Emilia Gusmão
28/02/08