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sábado, 24 de setembro de 2011

Nos braços acolhedores



Não te aprisiones
na solidão açoitada;
dias de intenso frio
e de tristeza vestida
com a alma desfolhada.

Caminhos de pedregulhos,
corte de punhal inciso,
amores idos e desafinados
que no desgaste dessa carne
nos rouba o melhor sorriso.

Esclarece as respostas
dos sons em estampidos
estilhaçando os destroços,
deixando correr nos veios 

 esperanças re-vestidas.

Alada destina o olhar,
expresso no húmus que ensina,
em rasgos joga fora o de menos
e voa, a soltar-se nos braços
de quem te reconhece e ilumina.

Do presente faz início,
fita-te em altiva serenidade,
pois venturas repousam
no vislumbre da essência
em declarada liberdade.

Stela Emilia Gusmão
09/11/08