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domingo, 20 de janeiro de 2013

A travessia



Ao raiar da primeira manhã, o despertar
silenciosa e completa a célula aflora
presentes todos os sonhos e esperanças
abrindo-se ao claro do lado de fora.

No entardecer vivas no peito o encontro
em meias voltas com as lembranças
que nas prateleiras do tempo se guardou.

No sereno do último anoitecer
o fim e o princípio
 retornam à semente do ser. 

E tudo passa
no invisível desaparece
na revirada da última página.

Stela Emilia Gusmão
31/05/08