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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Calendário

E temos nossa história
na aurora que brilha
no suspiro de uma lágrima
nas alegrias de  tantas tolices
no calendário de um dia findo.

Tudo habita no meu corpo
 gozos em partilhadas penas
sentimentos se afogando no abraço
sonhos de uma vida me observando sem respostas
 alegrias , tristezas, encontros,
 desencontros, indagações e certezas.

Nada sei.
Os anos passaram correndo.
Num jardim, flores e sementes, que não vêem o tempo
murchando, e florindo seguindo seu curso.
Recriações de criança, simples de realidade e fantasia,
 soprando alegrias antigas e brindando o presente,
agitadas pelo vento e tocando-me ao ponto de onde parti.
Na terra a morte e o nascer partilhados no mesmo chão.

E lá vai ele
 Ofuscando os olhos, atravessando a vida,
 liberto a entoar seu ritmo
  desbotando as cores mas, avivando as belezas
do renascer dessa fonte,
qual lua cobrindo e descobrindo o ardor do sol,
anunciando o tempo decorrido.

E, aqui estou eu
no ritual da festa como uma bruma em aurora nova.
O sopro  dos silêncios me consolam,
 deixando-me por conta do acaso, na síntese desses escritos,
 voando em deleite a calorosa vida
pelos sonhos que em mim vive e ainda se libertam.

O dia decorre assim no tempo de um sol em 11 de abril.

Stela Emilia Gusmão 
11/04/2016